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Ilustração mostra como seria o Caboclo D'Água, segundo a Acam (Associação de Caçadores de Assombração de Mariana)
A Acam (Associação de Caçadores de Assombração de Mariana), localizada a 112 km de Belo Horizonte, ofereceu R$ 1.000 para quem se dispusesse a servir de isca, dentro de uma gaiola, na tentativa de capturar a criatura denominada "Caboclo D'Água", que, segundo a associação, vem realizando ataques na região há anos.
É atribuída à assombração, descrita como um misto de galinha, lagartixa
e macaco, a morte de ao menos quatro pessoas nas redondezas, além de
diversos ataques a animais de fazendas e sítios.
A última morte humana da qual o bicho seria o autor, ocorrida há dois
anos, teve como vítima um rapaz cujos testículos foram arrancados a
dentadas pela fera enquanto a vítima nadava em um rio da região, de
acordo com levantamento da agremiação. Há relato, no entanto, de uma
morte causada por ele na década de 1970 na localidade.
Segundo Leandro Henrique dos Santos, secretário-geral da associação e
responsável pelo jornal "O Espeto", três candidatos se apresentaram para
o serviço, mas somente um foi escolhido por ter apresentado melhor
"aptidão física" para enfrentar a empreitada.
Ele informou que o candidato, de nome Daniel Pinto, 37, assinou um
termo de compromisso, isentando a associação, caso sofra ferimentos ou
seja morto pela criatura. Ainda de acordo com relato de Santos, a jaula
já foi colocada em um ponto do rio do Carmo, em Mariana.
O local exato não foi divulgado, nem a data na qual a "isca humana"
deverá passar 24 horas dentro dela. O cuidado é para preservar a tocaia
de curiosos, que poderiam espantar o "Caboclo D'Água".
Santos deixou escapar, entretanto, que o experimento deverá ser feito
neste fim de semana. Independentemente da captura ou não da fera, Pinto
receberá o prêmio se aguentar ficar as 24 horas no interior da jaula.
A estrutura foi deixada dentro do leito do rio, mas próximo à margem,
de modo a ficar apenas com a parte de baixo da jaula submersa, que é
aberta. Pinto terá como companhia dentro da jaula um cabrito, já que a
criatura tem também predileção pela espécie, além de bezerros e
galinhas.
Fuga
O objetivo dos idealizadores da tentativa da captura é que a
assombração seja atraída após farejar uma substância –à base de sangue
bovino- desenvolvida especialmente por um professor da Universidade
Federal de Ouro Preto (Ufop) e integrante da associação. O produto será
lançado na água, ao redor da jaula.
A expectativa é de que o Caboclo D'Água entre no recinto pela parte de
baixo da jaula. Nesse momento, o corajoso voluntário Daniel Pinto deverá
escalar a estrutura e sair por uma abertura feita na parte de cima
dela, fechando a portinhola e capturando, assim, a terrível criatura.
Uma equipe da associação, estrategicamente escondida nas proximidades
da jaula, tentará fazer imagens do ente sobrenatural, enquanto um
enfermeiro estará de prontidão caso Pinto sofra alguma avaria na
tentativa de sair do recinto.
"Ele fez um teste de resistência no local e foi aprovado. Testamos o
candidato por duas horas e avaliamos a sua tentativa de sair da gaiola.
Ele se saiu muito bem e foi o mais rápido", relatou o secretário-geral.
Associação
Fundada em 2008, a Associação dos Caçadores de Assombrações de Mariana
(Acam) tenta evidenciar a existência de entidades que "infestam" Mariana
e região, como a Noiva de Furquim, o Lambizome Pezão, o Cavaleiro da
Quaresma, além do "Caboclo D'Água".
Em 2011, os integrantes inauguraram a sede própria da associação,
instalada no distrito de Passagem de Mariana. Lá, aproximadamente 42
membros se reúnem, em sessões secretas, para estabelecer as diretrizes
das caçadas aos seres sobrenaturais.
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